Qual a Inteligência Artificial Mais Usada no Mundo?

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O ChatGPT, da OpenAI, é o assistente de IA que mais gente escolhe usar. A própria OpenAI informou, em fevereiro de 2026, que a ferramenta passou de 900 milhões de usuários ativos por semana, o número mais alto já divulgado nessa métrica. Nenhum outro grande assistente publica o dado semanal, então a comparação direta com os concorrentes é impossível.

Só que existe um detalhe que quase ninguém explica: a resposta muda conforme a métrica usada. Se a pergunta for “qual modelo de IA mais gente encosta no dia a dia, mesmo sem perceber”, a resposta provavelmente não é o ChatGPT. É a Visão Geral com IA (AI Overviews) do Google, movida por um modelo Gemini, que aparece dentro da busca para mais de 2,5 bilhões de usuários ativos por mês, segundo o Google, em maio de 2026.

Este post mostra os números oficiais de cada ferramenta, explica por que eles não podem ser comparados de forma direta, traz os dados de uso de IA no Brasil e ajuda você a escolher a ferramenta certa para o seu caso. Se você ainda está no começo, entender o que quer dizer inteligência artificial ajuda a aproveitar melhor tudo o que vem a seguir.

Qual a IA mais usada no mundo em 2026?

O ChatGPT lidera entre os assistentes. Mas o pódio depende do que você está medindo. Veja o que cada empresa divulgou oficialmente. Dados conferidos em julho de 2026: a divulgação mais recente é de maio de 2026 (Google I/O), a OpenAI não atualiza seu número desde fevereiro de 2026, a Microsoft, desde outubro de 2025, e a Meta, desde maio de 2025.

Ferramenta Número oficial Métrica Quem divulgou e quando
ChatGPT (OpenAI) Mais de 900 milhões Usuários ativos por semana OpenAI, fevereiro de 2026
Visão Geral com IA no Google (AI Overviews), movida por um modelo Gemini Mais de 2,5 bilhões Usuários ativos por mês Google, keynote de abertura do Google I/O, maio de 2026
Modo IA no Google (AI Mode) Mais de 1 bilhão Usuários ativos por mês Google, keynote de abertura do Google I/O, maio de 2026
Gemini (aplicativo do Google) Mais de 900 milhões Usuários ativos por mês Google, keynote de abertura do Google I/O, maio de 2026
Meta AI (Meta), distribuído por WhatsApp, Instagram e Facebook Mais de 1 bilhão Usuários ativos por mês. A Meta não divulga usuários ativos semanais Mark Zuckerberg, reunião anual de acionistas da Meta, 28 de maio de 2025. Número não atualizado desde então
Copilot (Microsoft) Mais de 150 milhões Usuários ativos por mês da família própria de Copilots (trabalho de escritório, programação, segurança, ciência, saúde e consumidor) Microsoft, teleconferência de resultados do 1º trimestre do ano fiscal de 2026, outubro de 2025. Número não atualizado desde então
Claude (Anthropic) Não divulgado A empresa não publica usuários ativos mensais de consumidor. Reporta adoção corporativa: mais de 300 mil clientes empresariais, segundo anúncio da própria empresa em setembro de 2025 Sem contagem oficial de usuários
Perplexity Não divulgado A empresa não divulga usuários ativos mensais oficialmente Sem contagem oficial de usuários. As estimativas de terceiros não convergem

Repare em duas coisas que a maioria das listas de “IAs mais usadas” ignora.

Por que 900 milhões do ChatGPT não é igual a 900 milhões do Gemini

Os dois números parecem empatados. Não estão.

O ChatGPT tem mais de 900 milhões de usuários ativos por semana (OpenAI, fevereiro de 2026). O aplicativo Gemini tem mais de 900 milhões por mês (Google, maio de 2026). Uma janela de sete dias é muito mais exigente do que uma de trinta.

Para entrar na conta do ChatGPT, a pessoa precisa voltar toda semana. Para entrar na conta do Gemini, basta abrir o app uma vez no mês inteiro. Em outras palavras: os 900 milhões semanais do ChatGPT indicam uso mais intenso. Quem coloca os dois lado a lado como se fosse empate está comparando coisas diferentes.

Vale a ressalva: isso não significa que o ChatGPT tenha a maior base divulgada em números absolutos. A Meta informou mais de 1 bilhão de usuários ativos mensais no Meta AI, distribuído por WhatsApp, Instagram e Facebook (maio de 2025, número não atualizado desde então). Como nenhum concorrente publica o número semanal, a comparação direta com o ChatGPT é impossível.

Esse é o erro mais comum em rankings de IA. Sempre confira se o número é semanal, mensal ou diário antes de concluir qualquer coisa.

A IA que mais gente usa pode não ser a que mais gente escolhe

Aqui está o ponto que quase nenhum ranking aborda.

Um modelo Gemini alimenta a Visão Geral com IA, aquele resumo automático que aparece no topo da busca do Google. Em maio de 2026, no Google I/O, o Google informou que esse recurso passou de 2,5 bilhões de usuários ativos por mês. É quase três vezes o alcance semanal do ChatGPT.

Mas existe uma diferença enorme entre os dois casos:

  • Uso ativo: a pessoa abre o ChatGPT, digita um pedido e espera uma resposta. Ela escolheu usar IA.
  • Uso passivo: a pessoa pesquisa algo no Google e recebe um resumo de IA sem ter pedido. Ela usou IA sem decidir usar.

Então a resposta correta e completa é esta: o ChatGPT é o assistente de IA que mais gente escolhe usar. O Gemini, dentro da busca, é o modelo de IA que mais gente encontra. Os dois são verdadeiros ao mesmo tempo, e cada um responde a uma pergunta diferente.

E a fatia de tráfego que os assistentes enviam para sites?

Existe ainda uma terceira forma de medir, e ela responde a outra pergunta: quanto tráfego cada assistente manda para fora. Segundo o Statcounter (AI Chatbot Market Share, junho de 2026), a divisão dos referrals, os cliques que saem dos chatbots e chegam a sites de terceiros, ficou assim:

  • ChatGPT: 76,9%
  • Gemini: 8,0%
  • Perplexity: 7,9%
  • Claude: 3,7%
  • Copilot: 3,5%

Atenção à leitura: esse índice mede o tráfego que cada assistente envia para sites, não quanta gente usa cada assistente. O Perplexity aparece bem colocado porque cita e linka fontes de forma agressiva. O levantamento também não inclui o Grok.

Em fatia de usuários dos próprios assistentes, o retrato é bem diferente: segundo o relatório “State of AI 2026”, da Sensor Tower, com dados de maio de 2026, o ChatGPT tinha 46,4% dos usuários mensais de assistentes, o Gemini 27,7% e o Claude 10,3%. Ou seja, o número de referrals não pode ser lido como fatia de uso.

Guarde a lição geral: não existe um número único e definitivo. Existem métricas diferentes, medidas por métodos diferentes, e o ChatGPT lidera as métricas de público geral, como usuários ativos mensais (Sensor Tower, dados de maio de 2026), embora fique atrás da Anthropic no gasto corporativo com APIs de modelos de linguagem, 40% contra 27%, segundo a pesquisa da Menlo Ventures divulgada em dezembro de 2025. Números de fatia de mercado de IA envelhecem em semanas, então confira sempre a data.

Quais são as IAs mais usadas pelos brasileiros?

O ChatGPT também lidera no Brasil, e o país tem peso real nesse mercado. Segundo a OpenAI, em publicação de novembro de 2025 (“O momento da inteligência artificial no Brasil chegou”), o Brasil estava entre os três primeiros países em uso semanal do ChatGPT, com cerca de 140 milhões de mensagens trocadas por dia, dado baseado em relatório da própria empresa de agosto de 2025. Na mesma publicação, a OpenAI coloca o país entre os dois primeiros do mundo em desenvolvedores ativos que criam usando a API da OpenAI.

Mas o dado mais interessante sobre o Brasil não vem das empresas de IA. Vem de uma pesquisa oficial brasileira.

Quantos brasileiros realmente usam inteligência artificial?

A pesquisa TIC Domicílios 2025, do Cetic.br (ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil), entrevistou 24.535 pessoas e 27.177 domicílios, com coleta entre março e agosto de 2025. O resultado, divulgado em dezembro de 2025:

32% dos usuários de internet no Brasil já usaram IA generativa. Isso equivale a cerca de 50 milhões de brasileiros de 10 anos ou mais.

Ou seja: apesar de toda a conversa sobre IA, dois em cada três brasileiros conectados ainda não usaram nenhuma dessas ferramentas. O uso está longe de ser universal.

E a distribuição é muito desigual:

Perfil Já usou IA generativa (% dos usuários de internet)
Classe A 69%
Classes D e E 16%
Ensino superior 59%
Ensino médio 29%
Ensino fundamental 17%

Base: total de usuários de internet de 10 anos ou mais. Fonte: Cetic.br/NIC.br, TIC Domicílios 2025 (coleta entre março e agosto de 2025, divulgação em dezembro de 2025). Os percentuais não representam o total da população brasileira.

A diferença entre a classe A e as classes D e E é de mais de quatro vezes. Vale notar que esses percentuais são sobre quem já está conectado: como 73% dos domicílios das classes D e E têm acesso à internet, contra 100% da classe A (Cetic.br, TIC Domicílios 2025, indicador A4), a distância real no uso de IA entre o topo e a base é ainda maior do que a tabela sugere.

Entre os usuários de internet com até o ensino fundamental que não usam IA generativa, 65% citam a falta de habilidade para usar as ferramentas como motivo, contra 54% no ensino médio e 50% no superior (Cetic.br, TIC Domicílios 2025). O obstáculo principal não é o preço: entre os assistentes de texto mais populares, ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity e Copilot, todos têm versão gratuita funcional. É saber o que fazer com elas.

Esse dado tem uma leitura prática: aprender a usar IA hoje ainda coloca você em uma minoria. E a transformação que a IA provoca no mundo do trabalho tende a ampliar essa distância entre quem sabe e quem não sabe.

Quais IAs os profissionais brasileiros mais usam?

As escolhas variam conforme a área, mas algumas ferramentas aparecem com mais frequência:

  • ChatGPT: escrever textos, resumir conteúdos, responder perguntas e apoiar comunicação
  • Gemini: quem já trabalha com Gmail, Google Docs e Planilhas Google
  • Copilot: quem usa o pacote Microsoft 365 na empresa
  • Canva com IA: marketing, comunicação e educação
  • Perplexity: pesquisa com fontes citadas na resposta

Segundo a TIC Domicílios 2025 (Cetic.br/NIC.br, divulgada em dezembro de 2025), 84% de quem usa IA no Brasil faz isso para fins pessoais, e 86% dos estudantes de escolas ou universidades que usam IA recorreram a ela para realizar pesquisas ou trabalhos acadêmicos. O uso profissional cresce, mas ainda está atrás do uso pessoal e do acadêmico.

Saber como usar a inteligência artificial no dia a dia de forma prática faz mais diferença do que testar dez ferramentas diferentes.

O que é inteligência artificial e como ela funciona?

Inteligência artificial é o campo da computação que cria sistemas capazes de executar tarefas que normalmente exigiriam raciocínio humano. Isso inclui entender textos, reconhecer imagens, traduzir idiomas e gerar respostas coerentes em uma conversa.

Na prática, a maioria das IAs de hoje funciona a partir de modelos treinados com grandes volumes de dados. Esses modelos aprendem padrões e relações entre palavras ou imagens, e usam esse aprendizado para gerar respostas.

Um modelo de linguagem como o ChatGPT é treinado com centenas de bilhões de tokens, que são pedaços de palavras, extraídos de páginas da internet, livros e da Wikipédia. A OpenAI nunca divulgou o volume exato usado no ChatGPT, mas dá para ter a escala pelo GPT-3, seu antecessor: cerca de 499 bilhões de tokens, sendo 410 bilhões só de páginas web filtradas, segundo o artigo “Language Models are Few-Shot Learners” (Brown e outros, 2020). Ele não pensa como um ser humano. Ele calcula qual sequência de palavras tem mais chance de responder bem à sua pergunta.

Essa distinção importa na prática. A IA não tem consciência nem entendimento real do que diz. Ela produz respostas estatisticamente prováveis com base no que aprendeu, e por isso pode errar com muita confiança. Conhecer o papel dos algoritmos nas soluções de IA ajuda a entender esse processo.

O que é ANI, AGI e ASI?

Essa é a classificação mais usada para descrever o nível de capacidade de uma IA.

  • ANI (Inteligência Artificial Estreita): é o que existe hoje. Excelente em tarefas específicas, mas sem generalizar para outras áreas. O Midjourney é o exemplo mais claro: faz uma coisa só, gerar imagem a partir de texto.
  • AGI (Inteligência Artificial Geral): uma IA que raciocinaria de forma ampla e flexível como um humano, resolvendo problemas novos sem programação específica. Ainda não existe.
  • ASI (Superinteligência Artificial): conceito teórico de uma IA que superaria a inteligência humana em todas as dimensões. Tema de debate, não realidade prática.

Uma ressalva honesta: ChatGPT e Gemini são casos de fronteira. Na classificação clássica, eles geralmente são apresentados como ANI, porque não têm autonomia, memória persistente nem objetivos próprios, e a versatilidade vem da amplitude do texto de treino. Mas essa leitura é contestada: o framework “Levels of AGI”, publicado por pesquisadores do Google DeepMind em 2023, coloca ChatGPT e Gemini na coluna geral, como “AGI emergente” (nível 1), e o AI Act da União Europeia os regula como modelos de propósito geral. Ninguém sustenta que sejam AGI de fato, mas chamá-los de “estreitos” já não é consenso.

Essa distinção importa porque boa parte do que se fala sobre “perigos da IA” mistura os três conceitos. Entender os riscos reais da inteligência artificial começa por saber com que tipo de tecnologia lidamos hoje.

Machine Learning e Redes Neurais são tipos de IA?

São abordagens técnicas dentro do campo da IA, não ferramentas separadas.

Machine Learning (aprendizado de máquina) é a técnica pela qual um sistema aprende a partir de dados, sem ser programado para cada situação. Em vez de seguir regras fixas, ele identifica padrões e ajusta seu comportamento. Vale entender o que é machine learning antes de avançar.

Redes Neurais são um tipo de machine learning inspirado na estrutura do cérebro. São camadas de neurônios artificiais que processam informações. As versões mais avançadas, chamadas de deep learning, são a base dos grandes modelos de linguagem.

O que é Processamento de Linguagem Natural (NLP)?

O Processamento de Linguagem Natural, ou NLP (Natural Language Processing), é a área da IA que faz computadores entenderem e gerarem linguagem humana.

É graças ao NLP que você digita uma pergunta em português e recebe uma resposta coerente. O NLP também está em lugares menos óbvios: no corretor do celular, no filtro de spam do e-mail e nos mecanismos de busca.

Qual IA é melhor para cada finalidade?

Nenhuma ferramenta é a melhor em tudo. O erro mais comum de quem começa é usar sempre a mesma IA para qualquer tarefa.

Cta – meioCta – meio
Se você precisa de Comece por Por quê
Escrever, resumir e conversar ChatGPT Escreve bem em português e é versátil
Analisar documentos longos Claude Lida bem com textos extensos e análise cuidadosa
Trabalhar dentro do Google Gemini Integrado a Gmail, Docs e Planilhas
Pesquisar com fontes citadas Perplexity Mostra as referências junto da resposta
Trabalhar dentro do Office Microsoft 365 Copilot Integrado a Word, Excel, Outlook e Teams, com licença paga
Criar imagens com facilidade Geração de imagens do ChatGPT (hoje GPT Image 2; antes DALL·E 3, aposentado em 12 de maio de 2026) Gera imagem na própria conversa
Criar imagens com acabamento artístico Midjourney Qualidade visual refinada, com curva de aprendizado maior e sem plano gratuito
Criar peças visuais rápidas Canva com IA Interface visual e modelos prontos
Rodar IA no próprio computador Llama ou Mistral Modelos de peso aberto: você baixa e roda offline, então os dados não saem da sua máquina

Peso aberto não é sinônimo de código aberto. O Mistral tem modelos realmente open source (licença Apache 2.0), mas outros, como o Codestral, são de uso não comercial. O Llama usa a Llama Community License, da Meta, que a Open Source Initiative não reconhece como open source e que exige licença específica da Meta acima de 700 milhões de usuários ativos mensais. Para uso pessoal e testes, ambos são gratuitos e rodam offline. Para uso comercial, cheque a licença do modelo específico.

Qual IA é melhor para geração de texto e conversação?

Para escrever em português, o ChatGPT segue como a referência mais sólida. Ele adapta o tom conforme a instrução e resume textos longos com boa fidelidade.

O Claude é uma alternativa forte para textos longos, análise crítica e revisão de documentos. O Gemini se encaixa melhor para quem já vive no ecossistema Google. O Perplexity se destaca quando você precisa checar a origem da informação, porque mostra as fontes junto da resposta.

Se você quer um ponto de partida, aprender como usar o ChatGPT resolve a maior parte das tarefas do dia a dia.

Qual IA é melhor para criação de imagens?

Depende do equilíbrio entre qualidade e facilidade.

O Midjourney entrega o acabamento artístico mais refinado, mas exige familiaridade com prompts detalhados e não tem nenhum plano gratuito: o plano mais barato sai por US$ 10 por mês, preço verificado em julho de 2026. A geração de imagens do ChatGPT é o caminho mais simples para iniciantes, já que tudo acontece na conversa. O motor hoje é o GPT Image 2: o DALL·E 3, que ocupava esse papel antes, foi aposentado pela OpenAI em 12 de maio de 2026, então não faz mais sentido procurar por ele. O Adobe Firefly funciona sozinho, no navegador ou no celular, com plano gratuito e apenas uma conta Adobe, e se integra ao Photoshop e ao Illustrator para quem já vive no ecossistema Adobe. O Stable Diffusion tem pesos abertos e roda localmente, com mais controle e mais trabalho de configuração: pela Stability AI Community License, é gratuito inclusive para uso comercial abaixo de US$ 1 milhão de faturamento anual.

Para material de comunicação rápido, o Canva com recursos de IA costuma resolver sem exigir aprendizado novo.

Qual IA é melhor para empresas e produtividade?

No ambiente corporativo, ganha a IA que já está dentro da ferramenta que a equipe usa.

O Microsoft 365 Copilot, que é a versão paga licenciada por add-on, se integra a Word, Excel, PowerPoint, Outlook e Teams. Vale a distinção: o “Microsoft Copilot” gratuito, a versão de consumidor, é um produto diferente e não oferece essa integração dentro dos aplicativos. O Gemini embutido no Google Workspace (antigo add-on “Gemini for Workspace”, incorporado aos planos Business e Enterprise em 2025) faz o mesmo em Docs, Planilhas, Gmail e Meet, desde que o plano seja elegível. O ChatGPT Enterprise atende empresas que precisam de mais privacidade e customização.

Vale um alerta honesto: na teleconferência de resultados do 1º trimestre do ano fiscal de 2026, em outubro de 2025, a Microsoft informou que sua família própria de Copilots havia superado 150 milhões de usuários ativos mensais, somando trabalho de escritório, programação, segurança, ciência, saúde e consumidor. A empresa não atualizou esse número desde então. É um patamar bem abaixo do ChatGPT, apesar de o Microsoft 365 somar mais de 450 milhões de assentos comerciais pagos (Microsoft, resultados do 2º trimestre do ano fiscal de 2026, janeiro de 2026). Estar embutido na ferramenta não garante adoção. O que decide é o treinamento das pessoas.

Compreender como a tecnologia e a IA impactam o ambiente de negócios ajuda a decidir a adoção com mais segurança.

Quais alternativas ao ChatGPT valem a pena conhecer?

Se o ChatGPT não atende bem a uma necessidade específica, existem opções com perfis diferentes.

Jasper AI é uma boa alternativa ao ChatGPT?

O Jasper AI é voltado para marketing de conteúdo e produção de textos comerciais. Diferente do ChatGPT, que é de uso geral, ele oferece modelos e fluxos prontos para posts, artigos, e-mails de vendas e anúncios.

Faz sentido para equipes com alta demanda de conteúdo em inglês. Vale saber que ele não tem plano gratuito: oferece teste de 7 dias, e os planos começam em US$ 69 por mês por usuário, preço verificado em julho de 2026. Para o profissional brasileiro, o ChatGPT tende a entregar resultado melhor em português, com mais flexibilidade e menor custo.

Character.AI, Mistral e Llama servem para que tipo de uso?

São três públicos bem distintos:

  • Character.AI: conversas com personagens fictícios. É entretenimento e escrita criativa, não produtividade, mas tem base de usuários expressiva.
  • Mistral: modelos de uma empresa francesa, com versões de pesos abertos. Reconhecido pela eficiência, entrega bons resultados usando menos recursos. Popular entre desenvolvedores e empresas que querem rodar IA nos próprios servidores.
  • Llama: família de modelos de pesos abertos da Meta. Você baixa os pesos e roda na sua própria máquina, com Ollama, llama.cpp ou LM Studio. “Aberto” aqui significa pesos disponíveis, não open source no sentido estrito: a Open Source Initiative não reconhece a Llama Community License como open source.

Sobre a privacidade do Llama, cabe um cuidado importante: rodando o modelo localmente, a inferência acontece no seu próprio hardware e os prompts não saem da máquina, e ele funciona até offline depois que você baixa os pesos. Isso vale só para a execução local. O mesmo Llama também é oferecido como API de nuvem (Meta Llama API, AWS Bedrock, Azure AI Foundry, entre outras) e dentro do assistente Meta AI, e nesses casos os dados trafegam para servidores de terceiros normalmente. A privacidade vem de onde o modelo roda, não do Llama em si.

Para quem busca produtividade no trabalho, essas três são menos acessíveis que ChatGPT ou Gemini. Elas importam mais como opções do ecossistema do que como primeira escolha.

Como escolher a melhor IA para o seu perfil?

Comece por uma pergunta simples: para que você vai usar? A resposta direciona todo o resto. Depois disso, siga estes passos.

  1. Escolha uma tarefa real do seu dia. Não uma tarefa hipotética. Algo que você faz toda semana e consome tempo.
  2. Escolha uma ferramenta só, usando a tabela de finalidades acima. Testar cinco ao mesmo tempo atrapalha o aprendizado.
  3. Use a versão gratuita por duas ou três semanas. Entre os assistentes de texto mais populares, ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity e Copilot, todos têm versão gratuita funcional, e ela resolve a maior parte dos casos. Em imagem e vídeo a conta muda: o Midjourney não tem plano gratuito e o Jasper só oferece teste de 7 dias. Comece pelo que é gratuito e só pague quando esbarrar em um limite concreto.
  4. Confira as respostas. A IA erra e inventa informação com confiança. Nas primeiras semanas, valide tudo o que for importante.
  5. Anote o que funcionou. Os pedidos que deram certo viram seus modelos e aceleram tudo depois.

Dois fatores práticos pesam mais do que o ranking de qualquer lista:

  • Custo: só faz sentido pagar quando a frequência de uso justificar.
  • Facilidade de uso: a melhor IA para você é a que você consegue usar bem, não a mais poderosa no papel.

Lembre dos 65% de usuários de internet com até o ensino fundamental que não usam IA e apontam a falta de habilidade como motivo (Cetic.br, TIC Domicílios 2025). O obstáculo raramente é a ferramenta errada. É a falta de prática com uma ferramenta só. Entender como a IA pode influenciar a vida das pessoas ajuda a usar essas ferramentas com mais consciência, seja qual for o seu nível.

Perguntas frequentes

O ChatGPT é realmente a IA mais popular do mundo?

Sim, entre os assistentes de IA. Com mais de 900 milhões de usuários ativos por semana informados pela OpenAI em fevereiro de 2026, ele lidera com folga nessa categoria. Ele não foi o primeiro modelo de linguagem aberto ao público, já que Character.AI e AI Dungeon, entre outros, já rodavam no navegador antes dele, mas foi o que levou a tecnologia à escala de massa, e isso acelerou a adoção.

O Gemini ultrapassou o ChatGPT?

Não, e a confusão vem da métrica. O app Gemini informou mais de 900 milhões de usuários por mês (Google, maio de 2026), enquanto o ChatGPT informou mais de 900 milhões por semana (OpenAI, fevereiro de 2026). Números iguais em janelas diferentes, e a semanal é a mais exigente. O que muda o quadro é a Visão Geral com IA do Google, movida por um modelo Gemini, que passou de 2,5 bilhões de usuários ativos por mês: ela alcança mais gente, mas por uso passivo, dentro da busca.

O Brasil é um dos países que mais usa inteligência artificial?

Sim, em volume. Segundo a OpenAI, em publicação de novembro de 2025, o Brasil estava entre os três primeiros países em uso semanal do ChatGPT, com cerca de 140 milhões de mensagens por dia. Mas, em proporção da população conectada, ainda há muito espaço: 32% dos usuários de internet no país já usaram IA generativa, segundo o Cetic.br, na TIC Domicílios 2025, divulgada em dezembro de 2025.

Qual IA é gratuita e vale a pena?

ChatGPT, Gemini, Copilot, Claude e Perplexity têm versões gratuitas funcionais para a maioria das tarefas do dia a dia, situação verificada em julho de 2026. Comece pela gratuita e só considere pagar quando esbarrar em um limite real de uso.

Fontes

  • OpenAI, “Scaling AI for everyone”, fevereiro de 2026: mais de 900 milhões de usuários ativos semanais do ChatGPT, mais de 50 milhões de assinantes e mais de 9 milhões de usuários corporativos pagantes.
  • OpenAI, “Brazil’s AI moment is here”, novembro de 2025: Brasil entre os três primeiros em uso semanal do ChatGPT, cerca de 140 milhões de mensagens por dia e entre os dois primeiros do mundo em desenvolvedores ativos na API.
  • Google, palestra de abertura do Google I/O 2026, 19 de maio de 2026: app Gemini com mais de 900 milhões de usuários ativos mensais, Visão Geral com IA com mais de 2,5 bilhões e Modo IA com mais de 1 bilhão.
  • Meta AI com 1 bilhão de usuários ativos mensais: número dito por Mark Zuckerberg na reunião anual de acionistas da Meta em 28 de maio de 2025, somando WhatsApp, Instagram e Facebook. A Meta não repetiu o número em seus relatórios de resultados desde então e não divulga usuários ativos semanais.
  • Anthropic, “Anthropic raises Series F at $183B post-money valuation”, 2 de setembro de 2025: mais de 300 mil clientes empresariais. É a métrica de adoção que a empresa divulga no lugar de usuários ativos de consumidor, que ela não publica.
  • Cetic.br, TIC Domicílios 2025, 9 de dezembro de 2025: 32% dos usuários de internet no Brasil já usaram IA generativa, cerca de 50 milhões de pessoas, com recortes por renda e escolaridade. É também a fonte dos 86% dos estudantes de escolas ou universidades que recorreram à IA para realizar pesquisas ou trabalhos acadêmicos, e dos 84% que usaram IA para fins pessoais.
  • Cetic.br, indicador M1 da TIC Domicílios 2025: uso de IA generativa entre usuários de internet, por classe social e grau de instrução.
  • Cetic.br, indicador M2 da TIC Domicílios 2025: usuários de internet que usaram IA generativa, por finalidade de uso. Sustenta os 84% que usaram IA para fins pessoais. O recorte de 86% entre estudantes não está neste indicador, e sim no comunicado do Cetic.br citado acima: o M2 traz, para pesquisa ou trabalho escolar ou da faculdade, o total geral de 53%, calculado sobre todos os usuários de IA, e não sobre os estudantes.
  • Cetic.br, indicador M3 da TIC Domicílios 2025: usuários de internet que não usaram IA generativa, por motivo declarado.
  • Cetic.br, indicador A4 da TIC Domicílios 2025: domicílios com acesso à internet, por classe social. Classe A com 100% e classes D e E com 73%, em 2025.
  • Microsoft, teleconferência de resultados do 1º trimestre do ano fiscal de 2026, outubro de 2025: a família própria de Copilots ultrapassou 150 milhões de usuários ativos mensais. Número não atualizado nas teleconferências seguintes.
  • Microsoft, teleconferência de resultados do 2º trimestre do ano fiscal de 2026, janeiro de 2026: mais de 450 milhões de assentos comerciais pagos do Microsoft 365, 15 milhões de assentos pagos do Microsoft 365 Copilot e 4,7 milhões de assinantes pagos do GitHub Copilot.
  • Statcounter, AI Chatbot Market Share, junho de 2026: fatia de referrals, os cliques que cada assistente de IA envia para sites de terceiros. Não mede uso nem audiência dos assistentes. Ressalva importante: essa página é atualizada todo mês e mostra sempre o período mais recente, então os valores citados aqui são o recorte de junho de 2026 e não são necessariamente os que você verá na tela hoje. Não existe cópia no Internet Archive que fixe esse recorte: o arquivamento mais recente, de 10 de junho de 2026, ainda exibe os dados de maio de 2026.
  • TechCrunch, com dados do relatório “State of AI 2026”, da Sensor Tower, publicado em 16 de junho de 2026, com dados de maio de 2026: ChatGPT com 46,4% dos usuários mensais de assistentes, Gemini com 27,7% e Claude com 10,3%.
  • Menlo Ventures, “2025: The State of Generative AI in the Enterprise”, 9 de dezembro de 2025: Anthropic com 40% do gasto corporativo com APIs de modelos de linguagem, OpenAI com 27% e Google com 21%.
  • Brown e outros, “Language Models are Few-Shot Learners”, 2020, Tabela 2.2: composição dos dados de treino do GPT-3, cerca de 499 bilhões de tokens.
  • Morris e outros (Google DeepMind), “Levels of AGI”, 2023: classificação de ChatGPT e Gemini como “AGI emergente” na coluna de capacidade geral.
  • OpenAI, página oficial de descontinuações: remoção dos modelos DALL·E 2 e DALL·E 3 em 12 de maio de 2026, com substituição pela família GPT Image.
  • Midjourney, documentação oficial, “Comparing Midjourney Plans”, conferida em julho de 2026: plano Basic por US$ 10 por mês, seguido de Standard (US$ 30), Pro (US$ 60) e Mega (US$ 120). Todos os planos são assinaturas, e a página não oferece nenhuma versão gratuita. O site bloqueia leitura automatizada, então o conteúdo foi conferido na cópia do Internet Archive de 13 de julho de 2026.
  • Jasper, página oficial de preços, conferida em julho de 2026: plano Pro por US$ 69 por mês por usuário no pagamento mensal, ou US$ 59 por mês por usuário no plano anual, com teste gratuito de 7 dias e nenhum plano gratuito permanente.
  • Stability AI, Community License Agreement, conferida em julho de 2026: uso comercial gratuito para quem gera menos de US$ 1 milhão de faturamento anual. Acima desse patamar, a licença termina e passa a ser necessária uma licença empresarial. Vale para os modelos listados na página de modelos principais da Stability AI, entre eles o Stable Diffusion.
  • Meta, Llama 4 Community License Agreement, em vigor desde 5 de abril de 2025: quem tiver mais de 700 milhões de usuários ativos mensais precisa solicitar uma licença específica à Meta, concedida a critério exclusivo dela, sem a qual nenhum direito do acordo pode ser exercido. Texto integral da licença publicado pela Meta no repositório oficial do modelo.
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Hands working on financial data analysis with charts and graphs, using pens and highlighters.

O que significa análise de dados

Descubra o que significa análise de dados e como examinar informações para tomar decisões melhores no seu trabalho e negócio com facilidade.

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O que e análise de dados

Descubra o que é análise de dados e como usar informações para tomar decisões melhores no seu negócio sem complicações.

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